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domingo, 12 de agosto de 2012

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Deixar a mente “viajar” pode te fazer mais criativo



Sabe quando você está no meio de uma aula chata, ou de uma reunião longa, e sua mente vagueia para longe, muito longe de onde você se encontra, em meio a assuntos que talvez nem façam sentido?
Isso pode ser bom para você. Não no meio de aulas e reuniões importantes, é claro. Mas se “distrair”, “viajar na maionese”, pode ser um estado especial que permite maior criatividade e tomada de decisão.
Você já deve ter passado por isso: estava com um problema de difícil resolução, e não conseguia ver uma luz no fim do túnel. Quando finalmente esqueceu e deixou sua mente divagar, chegou a uma solução inesperada.
Se você acha que essa é uma boa maneira de resolver problemas, então aproveite bem a “viagem”: existem momentos mais “propícios” para deixar sua mente divagar, e realmente se tornar mais criativa.

As evidências

Uma série de estudos tem mostrado que a atenção focada para uma tarefa pode reduzir a sua criatividade, enquanto que uma certa quantidade de “vagueios mentais” pode impulsionar o processo criativo.
Por exemplo, um estudo de 2006 da Universidade de Amsterdã (Holanda) descobriu que pessoas que se envolvem em “pensamentos inconscientes” antes de resolver um problema se saem melhor do que quem se foca em algo consciente.
Outro estudo recente da Universidade da Califórnia em Santa Barbara (EUA) concluiu que pessoas que são autorizadas a deixar suas mentes vagarem se saem melhor em uma medida psicológica de criatividade, ou seja, são mais criativas.
A principal evidência de que “divagar” pode ser positivo é a de que, quando a mente viaja, ativa duas regiões distintas do cérebro que normalmente não trabalham juntas.
A “rede executiva” que fica na frente do cérebro é ativada quando estamos fazendo tomada de decisões e resolução de problemas. Enquanto isso, outra rede do cérebro geralmente fica ativa durante períodos em que o cérebro está em repouso, ou seja, o contrário.
Até recentemente, os neurocientistas acreditavam que essas duas redes eram mutuamente exclusivas – uma só ficava ativa quando a outra não estava.
Mas novos dados mostram que ambas as regiões ficam ativas ao mesmo tempo quando a mente está divagando.
Essa descoberta é de pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, que observaram que, quando divagamos, ocorre intensa atividade no córtex cingulado anterior e da junção tempoparietal, que fazem parte do que os cientistas chamam de “rede basal”, por estar associada à atividade mental rotineira, e na chamada “rede executiva” do cérebro, que inclui o córtex pré-frontal e o córtex cingulado anterior, tipicamente associados a esforços intelectuais intensos.
Tais resultados apoiam a nossa noção intuitiva que tentar se distrair um pouco, ou “refrescar a cuca”, pode ser bastante produtivo.

Como vaguear para ser criativo

Lembra quando falamos que é bom vaguear, mas não no meio de uma reunião importante? Estudos recentes mostram que quanto menos complexa é a tarefa que você está fazendo quando sua mente divaga, melhor é para a criatividade.
O que isso significa? Que é melhor divagar quando você está fazendo algo que não exige muito da sua mente, por exemplo enquanto toma banho. Há também algumas evidências de que pessoas fazendo tarefas não muito exigentes são mais propensas a pensar no futuro enquanto suas mentes estão vagando, e isso pode levar a “planejamentos produtivos”.
Outra coisa que pode ajudar é “saber” que você está vagueando. Mas com cuidado, pois a consciência de que você está deixando sua mente vagar pode impedi-lo de “desengatar plenamente” do mundo ao seu redor.
Porém, dados inéditos sugerem que as pessoas que vagam e sabem que sua mente está vagando são especialmente susceptíveis a serem criativas.
Por último, meditar pode ser útil. De certo modo, a meditação é o oposto de vaguear, já que sugere que sua mente fique em branco. Mas há algumas evidências recentes de que a meditação também contribui com a criatividade.
As duas atividades têm algumas semelhanças importantes. Em ambos os estados, você está desvinculado de estímulos externos, o que permite que o cérebro se reorganize, mais ou menos como acontece durante o sono REM. Também, a meditação pode lhe dar mais controle sobre processos como “sonhar acordado”, fundamentais para ter resultados frutíferos.
Fonte: Natasha Romanzoti

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