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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

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"Ejaculação" feminina


Saiba mais sobre ‘ejaculação’ feminina
Foto: Dreamstime
Existe ou não existe? O que é de fato? Para algumas pessoas a ideia causa estranheza, mas trazemos aqui alguns conceitos sobre o que é a chamada "ejaculação" feminina, que tem relação com o orgasmo, é muitas vezes vista em filmes e comentada em rodas de amigas.
A Profª Dra Cláudia Bonfim, Pesquisadora do Grupo Paidéia - UNICAMP, educadora sexual, vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Sexual, lembra que muitos médicos e estudiosos da sexualidade feminina não consideram adequado denominar, seja o líquido lubrificante ou mesmo a secreção do orgasmo, como "ejaculação".
"A chamada 'ejaculação' seria uma expulsão intensa do líquido lubrificante.

Já outros estudiosos, ao entenderem essa ejaculação como o fludo do orgasmo, a conceituam como a expulsão de fluidos que acontece quando a mulher atinge o ápice do prazer. Isso pode ocorrer mais frequentemente se o chamado 'ponto G' é estimulado ou o clitóris, o que pode levar a mulher a ter inclusive orgasmos múltiplos. O líquido da ejaculação feminina não deveria ser confundido com o líquido da lubrificação, que tem como função facilitar a penetração, nem deve ser tratado como urina, pois sua constituição é diferente", afirmou.
Mas estes casos não são comuns segundo a doutora. "Historicamente as mulheres foram reprimidas, a maioria delas não se tocam, não se permitem, desconhecem seu próprio corpo, e não conseguiram ainda se despir dos medos, culpas, dogmas que afetam sua psique (psicológico) e não se permitindo uma entrega plena na hora do ato sexual ou mesmo quanto tentam masturbar-se, isso tem haver com a educação sexual que receberam desde a infância", lembrou a doutora.
Segundo a pesquisadora pode-se afirmar do ponto de vista fisiológico que a mulher não tem uma ejaculação como o homem, até porque inicialmente se denominou de ejaculação a liberação do sêmen.
"Uma das funções deste fluido vaginal além de facilitar a penetração é proteger a mulher de algumas DST´s, por isso sua composição é ligeiramente ácida. Sendo assim, há dois líquidos expelidos pela mulher durante o ato sexual um com função lubrificante que sai quando a mulher fica excitada, fazendo com que a vagina libere essa secreção, que pode aumentar conforme a excitação, e quanto maior o prazer da mulher, maior pode ser sua quantidade".
Já, a denominada "ejaculação feminina orgástica", segundo a educadora sexual, seria a secreção que sai no momento do orgasmo e que tem outra consistência e intensidade, é mais viscosa, consistente, numa coloração clara mas leitosa.
De acordo com a especialista, quando a mulher molha a cama durante a relação esse líquido que é expelido é, geralmente, da lubrificação vaginal. "O líquido que esguicha da uretra é produzido nas glândulas de Skene e sua quantidade pode variar de 15 a 200 ml. A secreção lubrificante que esguicha é diferente da que sai com o orgasmo em si, mas diferente da ejaculação masculina".
Algumas mulheres dizem "ejacular" como um jato. Conforme explica a professora, isso ocorre devido ao fato de que na entrada da vagina existem pequenas glândulas denominadas de glândulas vestibulares ou de Bartholin, responsáveis por expelir secreção lubrificante. No momento do orgasmo, ou durante o ato sexual, a força de contração da vagina pode espremer essas glândulas fazendo com que a secreção seja expelida dessa forma".

O ponto G
A especialista lembra ainda que cada mulher tem seu chamado ponto "G" e lembra que nosso corpo todo é erótico, mas é fato que cada pessoa tem pontos do corpo que, quando tocados e estimulados, provocam uma sensação maior de prazer.
"Devemos procurar posições sexuais onde a mulher coloque diretamente o clitóris em contato mais direto com a pele do outro, ou que possibilite alguma fricção do mesmo. Uma das posições que podemos exemplificar seria o "cavalgar" de frente que favorece esse estímulo. Senão, durante a penetração a mulher pode também tocar-se ou pedir para o parceiro tocá-la, e obter os dois estímulos juntos de penetração e fricção aumentando a intensidade do estímulo, do prazer.
No entanto, é importante lembrar que se a mulher não estiver entregue ao prazer, com mente estimulada, de nada adianta, pois o nosso "maior órgão sexual e mais potente é psique, é a mente. Se você leva para a cama todos os problemas do mundo, e não consegue entregar-se plenamente a genitália sozinha não funciona, aí não se consegue nem lubrificação, e muito menos atingir a 'ejaculação'", finaliza.

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