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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

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Patrão da Nokia diz que empresa está “a arder” e prepara novidades

O responsável máximo da Nokia, Stephen Elop, escreveu um memorando aos funcionários onde diz que a empresa está a ser atacada nos vários segmentos de mercado, não tem conseguido responder e precisa de uma grande mudança.

A plataforma usada pela Nokia não está à altura da concorrência, admite o CEO (Reuters)

    A nota foi originalmente publicada no conhecido blogue de tecnologia Engadget e, embora a Nokia não tenha atestado a veracidade da mensagem, alguns órgãos confirmaram a autenticidade junto de funcionários da empresa (que não foram identificados).
   Elop, que saiu da Microsoft para dirigir a Nokia e é o primeiro não finlandês à frente da companhia, compara a empresa a um trabalhador numa plataforma de petróleo em chamas, que tem de optar entre ser consumido pelo fogo ou dar um salto para as águas geladas do oceano, na esperança de sobreviver.
   O responsável nota que a empresa está a ser atacada em várias frentes. Por um lado, não tem conseguido reagir ao novo paradigma de smartphones que o iPhone criou em 2007. A Nokia tem vindo a perder quota de mercado neste segmento, enquanto a Apple e, sobretudo, o sistema Android crescem. “O primeiro iPhone foi lançado em 2007 e nós ainda não temos um produto que esteja perto dessa experiência”, lê-se na nota.
   Por outro lado, escreve o CEO, a plataforma Android está a expandir-se para os telemóveis de média gama, equipando telemóveis cada vez mais perto de descerem abaixo da fasquia dos 100 euros.
   E, por fim, os telemóveis de baixa gama da Nokia têm tido problemas em lidar, nos mercados emergentes, com os aparelhos chineses, produzidos muito rapidamente e a custos muito reduzidos.
   “Enquanto os concorrentes deitavam fogo à nossa quota de mercado, o que aconteceu à Nokia? Ficámos para trás, deixámos escapar grandes tendências e perdemos tempo”.
   Elop argumenta ainda que a batalha se trava agora no campo dos ecossistemas e não na disputa simples dos aparelhos colocados no mercado, como tem vindo a ser a estratégia da Nokia. A Apple, com a loja de aplicações para o iPhone, criou um ecossistema em que programadores e empresas optam por desenvolver aplicações para a plataforma, o que atrai utilizadores. No Android, está a acontecer um fenómeno semelhante.
   Novo sistema?
   A mensagem foi revelada nas vésperas do que se espera ser um grande anúncio por parte da Nokia. Sexta-feira, a empresa vai divulgar, em Londres, apostas estratégicas para os próximos tempos.
   É esperada uma mudança em alguns dos cargos executivos de topo e, embora não haja qualquer confirmação oficial, vários indícios apontam para que a Nokia vá adoptar um novo sistema operativo.
   No memorando, Elop tece considerações negativas sobre o sistema Symbian – que tem sido a plataforma de eleição da empresa – e sobre o MeeGo, um sistema baseado em Linux e apresentado o ano passado pela Nokia, em conjunto com a Intel.
   Muitos analistas viram a nomeação de Elop para CEO da Nokia, em Setembro do ano passado, como uma forma de aproximar a empresa da Microsoft, preparando caminho para uma eventual adopção do Windows Phone 7, a plataforma com que a Microsoft tenta recuperar terreno num mercado que também lhe tem estado a escapar. Para a Microsoft, a associação àquela que é, no somatório dos vários segmentos, a maior fabricante de telemóveis do mundo poderia ser uma oportunidade de dar mais fôlego ao sistema.
   A Nokia, no entanto, poderá também optar pelo Android, uma plataforma que surgiu em 2008 e que está já mais madura do que o sistema da Microsoft – nomeadamente, no que diz respeito ao número de aplicações disponíveis.







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